Mobilidade em SP em constante mudança

Imagem da Avenida Paulista com a ciclovia/Reprodução

A pesquisa anual Viver em São Paulo: Mobilidade Urbana, realizada pelo Ipec sob encomenda da Rede Nossa SP, mostra neste ano de 2021 uma série de alterações na mobilidade urbana da maior cidade do país em relação ao principal período da pandemia em 2020, além de destacar aspectos importantes do funcionamento da estrutura e dos sistemas de deslocamento utilizados pelos paulistanos para trabalho, estudos, compras, lazer e diversas atividades cotidianas.

Um dado que chama a atenção, logo de início, diz respeito ao aumento de circulação de pessoas nas ruas e avenidas da capital paulista, segundo destaca texto de apresentação do estudo feito pela Nossa SP: “Com o aumento da flexibilização do comércio e dos serviços na cidade, recua 28 pontos percentuais a parcela da população paulistana que não sai de casa ou trabalha/ estuda em casa (35% em 2020 e 4% em 2021)“. Mais gente nas ruas, mais movimento, mais carros.

Todavia, o levantamento captou uma mudança: 35% dos entrevistados afirmam usar menos o carro por conta do aumento do preço dos combustíveis. Bom lembrar que a gasolina já subiu pelo menos 53% somente nos primeiros nove meses de 2021. Segundo diversas consultorias econômicas, a tendência é que ocorram altas sucessivas por conta da política adotada pelo governo federal de alinhamento dos preços dos derivados de petróleo à flutuação cambial do dólar norte-americano no mercado internacional e ao preço do barril do óleo mundo afora. A Capital tem frota de veículos superior a 6,2 milhões de unidades licenciadas.

Vale destacar um aspecto da pesquisa deste ano ainda em relação ao tipo de deslocamento que os paulistanos realizam diariamente pela cidade, conforme apurado na pesquisa. Diz informe da Rede Nossa SP: “O deslocamento a pé de forma frequente em todo ou parte do trajeto é atualmente um hábito de 3 em cada 5 paulistanas e paulistanos (57%). Apesar do aumento dos deslocamentos a pé e da disposição da população paulistana em manter este hábito após a pandemia, a maioria sente pouca ou nenhuma segurança em diferentes situações do cotidiano como pedestre:

  • 68% sentem pouca segurança ao atravessar a rua na faixa de pedestre
  • 69% sente pouca segurança ao andar pelas calçadas
  • 83% sente pouca segurança ao atravessar pontes/ viadutos/ passarelas
  • 78% sente pouca segurança ao andar em ciclovia/ ciclofaixa
  • 87% sente pouca segurança ao passar por baixo de pontes e viadutos

Mesmo com a pandemia, o paulistano ainda continua utilizando o ônibus como principal meio de transporte  (usado por 32% das pessoas). Em seguida, o carro (24%), a pé (20%); e metrô (9%). A bicicleta, que tem uso crescente em diversas metrópoles europeias, ainda cresce timidamente em São Paulo como meio de transporte, cuja utilização segue esporádica – 12% citaram seu uso vez por outra.

Os principais pontos da mudança da mobilidade na cidade de São Paulo, entre 2020 e 2021, frisam os analistas da entidade, dizem respeito à maior taxa de permanência em casa verificada no auge da pandemia. Os dados comparativos podem ser acessados nos seguintes links:

CONFIRA A PESQUISA 2021 COMPLETA

CONFIRA A PESQUISA 2020 COMPLETA

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