Quem nunca caiu no velho golpe do cinema caça-níquel?

Foto por Clem Onojeghuo em Pexels.com

Levante a mão quem adora cinema e nunca errou ao escolher uma produção desastrosa e acabou até saindo da sala antes do término de um filme ou, no caso da televisão, abandonou a história pela metade por conta do seu nível medíocre. Para esse tipo de ‘fita’, como se chamava antigamente, a denominação mais comum remete às máquinas nas quais os jogadores tentam a sorte por algum trocado – as famosas ‘caça-níqueis’. Eu confesso que já fiz isso algumas vezes, por não ler antes uma boa crítica ou por acreditar em alguma publicidade enganosa de um ou outro filme.

Imaginem como não devem se sentir os atores ou atrizes, alguns ou algumas de renome e com filmografia invejável, quando lhes chegaram às mãos determinados roteiros, claramente voltados para arrecadação ou por motivos alheios ao mundo da chamada 7ª Arte. Obviamente, a história registra que muitos recusaram papeis contrários a tudo o que haviam feito antes. Não queriam ver manchadas suas biografias.

Não se trata aqui de malhar o cinema brasileiro, pois esse tipo de produção existe em Hollywood desde que o mundo é mundo e ganhou terreno com os investimentos cada vez maiores das grandes empresas de streaming como Netflix e Prime Video – cujos catálogos trazem algumas pérolas da tragédia cinematográfica. A propósito, vou citar aqui um certo filme nacional que a Netflix mantém em cartaz: Ninguém entra, ninguém sai (2017): um amontoado de coisa alguma com nada, filmado simplesmente para mostrar como não se deveria fazer um filme.

A lista, claro, seria longa por conta de muita porcaria que foi feita no cinema ao longo do tempo. E nela cabem muitas produções do cinema norte-americano. Eu, pessoalmente, não deixo de citar uma produção horrorosa intitulada O Ditador, protagonizada pelo ator Sacha Baron Coen (2012). Foi outro que me obrigou a abandonar a sala antes do fim.

A nossa sorte é que o mundo do cinema está povoado de grandes produções, nacionais e estrangeiras, que nos fazem sempre voltar à telona ou ficar diante da tevê por duas horas seguidas ou mais. E cada estúdio, ator, produtor ou diretor que se acerte com a história por aceitar esse tipo de distorção – quando o filme foi feito exclusivamente para pagar contas ou comprar um mansão.

A vida cobra de cada um na medida dos seus erros e escolhas. E premia acertos, com certeza!

PS – A propósito, qual foi o melhor filme que você já viu até hoje? Deixe nos comentários!

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