Um dia no mundo perdido com o ‘bug’ das redes do bilionário Mark Zuckerberg

Gigantes da tecnologia fora do ar: o mundo em pânico/2021

4 de outubro de 2021 – A mesma data com duas comemorações: Dia de São Francisco para os católicos e Dia Mundial dos Animais para o universo ambiental. Foi também um dia marcado pela ‘queda’ de um conglomerado de tecnologia que controla o tráfego de informação nas maiores redes sociais e de comunicação online no planeta. Ocorreu o que os especialistas chamam de ‘bug’ nos sistemas do Facebook, Instagram e WhatsApp – tirados do ar por horas seguidas.

Com essas redes fora do ar, sobraram o Twitter e o Telegram vivos, mas com instabilidade a toda hora. Foi como se o mundo tivesse na iminência de experimentar um Mad Max da comunicação instantânea.

As redes no ar foram usadas por milhões de pessoas para rir, se lamentar, criar memes, tirar sarro e fazer de conta que não se instalou um clima de pesar e solidão. A experiência de horas sem a onipresença das plataformas temporariamente ‘bugadas’, noite e dia na vida de bilhões de pessoas, pode ser interessante. Não se sabe se gerará alguma reação curiosa, coisa ainda a ser relatada ou estudada.

Do ponto de vista prático, o tombo dos gigantes do Zuckerberg tomou proporções ainda maiores por conta dos problemas gerados para bilhões de pessoas e empresas que se tornaram dependentes dessas estruturas para vender, comprar, falar com clientes, fechar negócios, criar, distribuir publicidade digital, agendar e colocar novidades no ar.

Na vida privada, tudo parecia ter virado fumaça da noite para o dia. Muita gente passou a ligar para amigos e parentes – primeiro para relatar a angústia de não ter o WhatsApp para trocar e receber mensagens – e também para comentar sobre coisas que não ‘falava’ mais. As mensagens via celular ou emojis eram as únicas formas de linguagem usadas por muitos durante os últimos tempos. Uma geração inteira sem bater papo ou conversar pessoalmente, sem comunicação efetiva.

Um detalhe que pouca gente talvez saiba ou faça de conta que não tem relevância: a estrutura de redes do WhatsApp, Facebook e Instagram pertence a uma única pessoa – o bilionário Mark Zuckerberg. Para se pensar quando se questiona acerca da existência de algum resquício de democracia ou pluralidade nessas plataformas.

Por fim, voltando ao começo das indagações que o dia 4 de outubro de 2021 ainda provocará: estaríamos preparados para viver fora desse mundo por algum tempo?

3 comentários sobre “Um dia no mundo perdido com o ‘bug’ das redes do bilionário Mark Zuckerberg

  1. Como eu amo ler seus artigos, me faz lembrar de nossas conversas no final de tarde, com direito a café e muitas risadas e tempo bom, eu era muito feliz por poder ser sua colega de trabalho, meu cangaceiro preferido rsrs☺️☺️😘

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  2. Pingback: A doce armadilha das redes | Djair Galvão

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